
Cultura de paz em Coari – Mobilizar e Agir

Projeto Mobilizar e Agir leva Cultura de Paz às comunidades ribeirinhas do Rio Urucu e fortalece a proteção social em Coari
Entre os dias 23 e 25 de junho de 2026, iniciativa percorreu cinco comunidades ribeirinhas para promover oficinas socioeducativas, rodas de conversa e ações voltadas à prevenção das violências, ao fortalecimento comunitário e à promoção dos direitos humanos.
Na Amazônia, muitas vezes, o rio é o único caminho.
É por ele que chegam alimentos, medicamentos, educação e oportunidades. Foi também por esse caminho que o Projeto Mobilizar e Agir levou escuta, acolhimento, informação e a construção coletiva de uma Cultura de Paz às comunidades ribeirinhas da região do Rio Urucu, no município de Coari (AM), reafirmando que a proteção de crianças e adolescentes precisa alcançar todos os territórios, independentemente das distâncias geográficas.
Entre os dias 23 e 25 de junho de 2026, a equipe técnica do projeto percorreu cinco comunidades ribeirinhas — Deus Proverá do Juaruna, Santa Maria do Curupira, Nossa Senhora de Nazaré da Ilhinha, Nossa Senhora Aparecida do Martelo e Santa Luzia do Buiuçuzinho — desenvolvendo oficinas socioeducativas e rodas de conversa voltadas à promoção da Cultura de Paz, à prevenção das violências e à reflexão sobre masculinidades.
Mais do que realizar atividades educativas, a iniciativa levou às comunidades espaços de diálogo, convivência e fortalecimento dos vínculos sociais, reconhecendo que a prevenção da violência também se constrói por meio da escuta, da participação comunitária e da valorização das diferentes realidades amazônicas.


Metodologias construídas para cada público
Cada ação foi planejada respeitando as características sociais, culturais e geracionais das comunidades visitadas.
Para isso, os participantes foram organizados em grupos específicos — crianças, adolescentes, mulheres e homens — permitindo que as atividades fossem conduzidas por meio de metodologias adequadas às experiências e necessidades de cada público.
Com as crianças e adolescentes, as oficinas combinaram brincadeiras, dinâmicas participativas, atividades lúdicas e materiais pedagógicos para abordar temas como respeito, convivência, empatia, protagonismo juvenil e prevenção das violências.
Ao transformar o aprendizado em uma experiência leve e participativa, as ações incentivaram o diálogo e contribuíram para que meninas e meninos reconhecessem seus direitos e compreendessem a importância da construção de relações baseadas no cuidado e no respeito mútuo.
Fortalecer vínculos para prevenir violências
As rodas de conversa realizadas com mulheres criaram espaços seguros para o compartilhamento de experiências, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e a reflexão sobre estratégias de prevenção das violências.
Já os encontros com os homens abordaram masculinidades e responsabilidade coletiva, promovendo debates sobre comportamentos, relações familiares e formas de construir uma convivência mais igualitária, respeitosa e livre de violência.
Ao estimular reflexões sobre papéis sociais, diálogo e resolução pacífica de conflitos, as atividades reforçaram que a promoção da Cultura de Paz depende do envolvimento de toda a comunidade.
Proteção que chega pelos rios
Em um estado marcado por grandes distâncias e desafios de acesso às políticas públicas, iniciativas como essa reafirmam a importância de levar informação, acolhimento e fortalecimento comunitário aos territórios onde crianças, adolescentes e suas famílias vivem.
Mais do que compartilhar conhecimento, a equipe do Projeto Mobilizar e Agir aproximou-se das lideranças locais, ouviu diferentes realidades e fortaleceu a participação comunitária na construção de ambientes mais seguros para crianças e adolescentes.
Essa presença nos territórios demonstra que prevenir violências exige compreender os contextos locais, respeitar saberes comunitários e construir soluções em conjunto com quem vivencia diariamente os desafios da região amazônica.



Resultados que fortalecem comunidades
Ao final da mobilização, 219 pessoas participaram diretamente das atividades, sendo:
- 153 crianças e adolescentes;
- 40 mulheres;
- 26 homens.
Os números refletem o alcance da iniciativa, mas representam apenas parte do impacto gerado.
Cada oficina, cada roda de conversa e cada momento de escuta contribuíram para fortalecer vínculos comunitários, ampliar o acesso à informação e incentivar práticas de convivência baseadas no respeito, na cooperação e na proteção integral de crianças e adolescentes.
Quando a proteção percorre novos caminhos
Ao concluir as ações nas comunidades ribeirinhas do Rio Urucu, o Projeto Mobilizar e Agir reafirma um princípio que orienta toda a sua atuação: proteger crianças e adolescentes significa estar presente onde elas vivem.
Mais do que desenvolver atividades pontuais, a iniciativa fortalece redes comunitárias, amplia o acesso à informação e contribui para que comunidades inteiras participem da construção de uma Cultura de Paz.
Na Amazônia, onde os rios conectam pessoas, territórios e histórias, cada viagem representa também um compromisso com a garantia de direitos.
Porque proteger não é esperar que as pessoas cheguem até a rede de proteção.
É fazer com que a rede percorra rios, encurte distâncias e esteja presente onde ela é mais necessária.

Sobre o Projeto Mobilizar e Agir
O Projeto Mobilizar e Agir é realizado pelo Instituto de Assistência à Criança e ao Adolescente Santo Antônio (IACAS), em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. A iniciativa desenvolve ações de mobilização social, fortalecimento da rede de proteção, atendimento especializado, formação e promoção dos direitos de crianças e adolescentes em diferentes territórios do Amazonas, contribuindo para a construção de ambientes mais seguros, acolhedores e comprometidos com a garantia dos direitos da infância e da adolescência.


















































