Coari recebe segundo módulo de formação para agentes da rede de proteção à infância
Nova etapa da oficina promovida pelo IACAS reforça o combate às violências contra crianças e adolescentes por meio de qualificação técnica e articulação intersetorial
Nos dias 29 e 30 de julho, o município de Coari (AM) recebeu o segundo módulo da Oficina de Formação dos Agentes do Sistema de Garantia de Direitos de Crianças e Adolescentes, uma iniciativa do Instituto de Assistência à Criança e ao Adolescente Santo Antônio (IACAS), realizada por meio do projeto Mobilizar e Agir, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
Com o tema “Realidade social das violências e proteção de crianças e adolescentes”, o módulo teve como objetivo aprofundar o debate sobre os desafios enfrentados por profissionais da rede de proteção, além de oferecer subsídios técnicos e humanos para qualificar sua atuação nos territórios.
Durante os dois dias de formação, os participantes vivenciaram estudos de caso, dinâmicas de grupo e debates sobre estratégias de proteção mais eficazes, empáticas e intersetoriais. A escuta ativa, a troca de experiências e o reconhecimento das realidades locais marcaram os encontros.
A oficina foi conduzida por Cassandra Torres Lemos, psicóloga, mestre em Psicologia e especialista em Psicologia Jurídica. Ela também é coordenadora da Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e colaboradora do projeto desde 2022.
“A importância desse segundo módulo está em oferecer conteúdo que ajudem os profissionais a identificarem todos os tipos de violência contra crianças e adolescentes”, explicou Cassandra. “Uma das maiores dificuldades relatadas por eles é justamente o reconhecimento das violências, o que impacta diretamente no encaminhamento, atendimento e na notificação dos casos. Por isso, esse momento é dedicado ao fortalecimento técnico e emocional desses agentes”, completou.
Segundo a especialista, o acolhimento também foi amplamente trabalhado durante a oficina. “É uma questão que ainda gera insegurança nos profissionais. Por isso, abordamos como receber crianças, adolescentes e suas famílias de forma respeitosa e segura, inclusive nos casos de violência no ambiente virtual, que têm se intensificado e exigido novas respostas da rede.”
A coordenadora do projeto Mobilizar e Agir, Amanda Ferreira, reforçou o papel estratégico do módulo para o avanço das formações e da rede local. “O objetivo deste segundo módulo é trazer dados, mas principalmente reforçar o cuidado com a criança, em todos os tipos de violência. Desde os maus-tratos até a violência sexual”, afirmou.
“Toda a rede participante sai com uma bagagem mais sólida para identificar e agir diante dessas situações. Foram dois dias totalmente voltados para o cuidado, para o olhar atento e para o fortalecimento dessa política pública de proteção, visando um atendimento de qualidade e humanizado.”
Os participantes da oficina também avaliaram positivamente a experiência. É o caso de Urlândia Alves de Oliveira, que atua no projeto SAMIC. “Avalio o evento de forma muito interessante. Esse segundo módulo veio para aprimorar o que vimos no primeiro, que foi mais focado nos marcos legais. Agora, estamos fortalecendo os caminhos práticos para aplicar esse conhecimento no dia a dia, tanto nas visitas quanto no atendimento direto às famílias. E o aprendizado também serve para outras áreas da vida, não só profissional.”
A formação integra as ações continuadas do projeto Mobilizar e Agir, que atua em diversos municípios do Amazonas com o objetivo de fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos, contribuir com políticas públicas mais eficazes e promover uma cultura de respeito e proteção à infância e adolescência.
A atividade contou com a presença de Joana de Ávila Bessa e Eduardo de Almeida Pacheco Amaral, fiscal e gerente do contrato do projeto Mobilizar e Agir, respectivamente, representando a Petrobras. Ambos acompanharam de perto o desenvolvimento da oficina, reforçando o compromisso da companhia com ações que promovem o fortalecimento da rede de proteção e o investimento em iniciativas de impacto social.
De acordo com Eduardo, o trabalho em rede é essencial para enfrentar os desafios impostos pela realidade local e nacional. Para ele, mesmo diante do funcionamento limitado de algumas instituições, é por meio da união entre parceiros, sociedade civil e projetos como o Mobilizar e Agir que é possível construir soluções e gerar mudanças efetivas. Ele destacou, ainda, o esforço da Petrobras em estar presente nos territórios, reconhecendo os desafios e as potências locais, como parte do compromisso com uma sociedade mais justa e inclusiva.
Fotos: Divulgação Iacas









