Manacapuru recebe oficina de formação para agentes do Sistema de Garantia de Direitos

Manacapuru recebe oficina de formação para agentes do Sistema de Garantia de Direitos

Nos dias 20 e 21 de agosto, o município de Manacapuru sediou o 1º Módulo da Oficina de Formação dos Agentes do Sistema de Garantia de Direitos, iniciativa que integra o Projeto Mobilizar e Agir, realizado pelo Instituto de Assistência à Criança e ao Adolescente Santo Antônio (IACAS) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O encontro reuniu profissionais e representantes da rede de proteção para dois dias de debates, atividades práticas e trocas de experiências voltadas ao fortalecimento da garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

 

A abertura do evento foi conduzida pela coordenadora geral do IACAS, Amanda Ferreira, que realizou a dinâmica de acolhimento, apresentou o projeto e trouxe uma reflexão sobre a história da criança no Brasil. Em sua fala, Amanda destacou que a oficina vai além de uma simples formação:

“A gente agradece imensamente toda a oportunidade que vocês nos deram. Esse curso aqui não é um curso interno, é um curso externo. E o que faz a diferença é a voluntariedade de cada participante. Em muitos lugares se constrói um curso que depois ninguém lembra. Aqui não, aqui é construção coletiva, que depende das pessoas e do engajamento de cada um.”

 

Na sequência, a palestrante Silvia apresentou os Marcos Legais, com destaque para a Lei Henry Borel, a Lei do Menino Bernardo e a Lei da Escuta, reforçando a importância desses instrumentos jurídicos para a proteção da infância e adolescência.

O segundo dia contou com a participação de Jaqueline Nogueira e Erick Romão, da Gerência de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da SEJUSC. Eles conduziram debates sobre as Medidas Socioeducativas como política de prevenção contra o crescimento da violência infantojuvenil e também sobre o SIPIA – Sistema de Informação para a Infância e Adolescência, que garante mais controle e transparência no atendimento de casos.

O encerramento ficou por conta da delegada Joyce Coelho, que tratou do tema “Quando o agressor também é adolescente: desafios e caminhos para a prevenção”. Ela ressaltou a importância da escuta das realidades locais:

“Cada município é uma realidade diferente e a gente consegue aprender sempre em cada lugar que vá. É uma troca de experiências muito válida para ambos os lados. A gente escuta vocês, entende a realidade, e isso é fundamental para estruturar a rede local e incentivar o município a fortalecer aquilo que já possui.”

A oficina também foi um espaço de aprendizado para os próprios agentes participantes. Kennedy de Almeida Ferreira, representante da Secretaria da Infância e Juventude (SEMINJ), avaliou a experiência como transformadora:

“Essa oficina que tivemos foi de extrema importância para nossas crianças e adolescentes. Eu adquiri bastante conhecimento, principalmente sobre leis que não conhecia muito bem, como a Lei do Menino Bernardo, a Lei Henry Borel e a Lei da Escuta. Agora já tenho esse conhecimento e posso passar adiante. Foi muito bem explicado e fez toda a diferença.”

 

O encontro foi marcado por aulas dinâmicas, atividades práticas e pela participação ativa de todos os presentes. Para o IACAS, o momento reforça o compromisso de unir forças para proteger crianças e adolescentes e fortalecer a rede de garantia de direitos na região.

 

 

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